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Review Dragon Ball Z

Ano: 1989
Diretor: Daisuke Nishio
Estúdio: Toei Animation
País: Japão
Episódios: 291
Duração: 30 min
Gênero: Ação / Drama / Fantasia

Dragon Ball Z é a continuação direta da série Dragon Ball, correspondendo aos volumes 17 ao 42 de Akira Toriyama (na edição brasileira, do 33 a 83). Um dos mais lucrativos animes já feitos, DBZ conta a história de Goku, um saiyajin (raça de extraterrestres poderosos, geralmente genocídas e malígnos), e seus amigos, lutando para defender a terra de diversas ameaças.

Os personagens são Son Goku, ingênuo, bondoso, comilão e EXTREMAMENTE PODEROSO. Difícil achar um anime com personagens mais “overpowers” que Dragon Ball Z, e mesmo entre estes, Goku se destaca. Nada o empolga mais do que lutar contra um inimigo poderoso. Son Gohan, filho de Goku, é um gênio nos estudos e tem um poder oculto que é desperto em treinamento por Piccolo. Era uma criança chorona, que com o tempo vai se desenvolvendo e se transformando num jovem bondoso acima de tudo, mas corajoso e obstinado. Vegeta é príncipe do planeta Vegeta, planeta natal dos saiyajins. Após seu planeta ser destruído, passa a trabalhar com Freeza, e é arrogante e orgulhoso ao extremo. Considera Goku seu grande rival, apesar de nutrir uma amizade com ele. É frio com seu filho Trunks e extremamente dedicado com sua filha Bra. Trunks, filho de Vegeta, aparece na série de dois modos diferentes: como uma criança superdotada em lutas e como um adolescente sério, inteligente e poderoso vindo do futuro; e Goten, neto de Goku e também superdotado para lutas. Piccolo é um extraterrestre mau da raça Namek que, após ser derrotado por Goku em Dragon Ball, se torna bom e é muito apegado a Gohan.

Dos vilões, vale destacar Freeza, o mais sério dos mesmos e certamente o melhor; os andróides 16, 17, 18 e Cell, que dão bastante trabalho aos mocinhos, e Majin Boo, o último inimigo, um demônio rosa (!) completamente idiota (!!) que tem como um dos principais poderes um golpe que transforma pessoas em doces para ele comer (!!!).

Bem, comecemos pelo roteiro. O anime tem diversas sagas, cujo objetivo geralmente é salvar a Terra e o universo, com as Esferas do Dragão sendo deixadas em segundo plano, se comparamos a Dragon Ball. O problema é que o roteiro vai se infantilizando e se tornando repetitivo demais. Os vilões que sempre se regeneram são horríveis, pois duram mais episódios do que o suportável, e os que não se regeneram são normalmente muito fracos, servindo só pra mostrarem o quanto os protagonistas são poderosos. E antagonistas com motivos ou história? Não há. São vilões simplesmente porque nasceram para praticar vilanias, para fazer o mal. Goku e Vegeta vão se tornando superpoderosos a ponto de todos os outros personagens, fora os vilões, não terem mais função nenhuma na série, e os outros que vão surgindo normalmente são poderosos apenas durante uma saga (como Gohan, Trunks e Goten).

O anime conta com inúmeras falhas de roteiro, reviravoltas absurdas e inúteis, e os personagens mais carismáticos como Gohan, Piccolo e o Trunks do futuro vão sendo deixados de lado, pois não têm poder comparados aos de Goku e Vegeta. Destaque para a saga de Freeza, que é mais enxuta e tem mais qualidade que as outras. O lado comédia, que fazia a primeira série tão especial, foi decaindo, fazendo com que a maioria das piadas seja extremamente forçada.

A arte em si é fraca, com muitos movimentos reaproveitados. Viu uma luta, viu todas. Não chega nem perto do mangá, muito superior neste sentido, com golpes de artes marciais e cenas de batalha mais detalhadas. Os personagens têm estilos de luta próprios, o que é bom, mas as lutas vão se tornando tão exageradas que, no final, só se vê explosões e flashs, muito provavelmente para facilitar no desenho. E quando não há lutas, normalmente só a boca mexe, o que realmente é uma pena. Os cenários são estáticos e chapados, mas o anime tem um traço com tudo redondo (até as construções) que é bem característicos da série. Akira Toriyama realmente soube criar um estilo bem característico de desenho, que é facilmente reconhecível em todos os seus personagens. O povo é bem interressante, já que é formado por humanos, animais humanóides e dinossauros.

Em relação à dublagem e às músicas, a situação muda. Difícil achar pessoas entre 15 e 20 anos que não se emocionam com as músicas de abertura e encerramento do desenho, bem alegres. E a dublagem foi muito boa pra uma série de tal tamanho e quantidade de personagens. É muito interessante notar a evolução das vozes dos personagens-crianças, comparados às versões mais adultas. Parece que às crianças foram dadas mais expressão e personalidade.

Vale ressaltar: Dragon Ball Z é um clássico, e ao lado de Cavaleiros do Zodíaco, criou uma legião de fãs. Muitas das pessoas que hoje assistem a animes o fazem graças a um primeiro contato que tiveram com Dragon Ball Z. Merece ser assistido? Sinceramente, há animes muito melhores em todos os aspectos e que não consumirão tanto tempo da sua vida. Mas merece ser reassistido? Com certeza, sim. Se você já viu e se emocionou com a série quando era mais novo, será um prazer rever a grande aventura dos guerreiros Z, nem que seja só alguns episódios para matar saudade.

PS: Na série tem um personagem lutador pilantra chamado Satan, adorado por toda a população mundial que, num episódio, fica gritando “Satan! Satan! Satan!” e dá sua energia para Goku fazer um golpe, pensando que estavam dando energia para Satan ^^

PPS: Para os fãs de Dragon Ball, como eu, não há nota que expresse o bastante o nosso amor por esta série. Peço sinceras desculpas a todos os apaixonados pela série pelos 67%, que seria até menor, mas já que deram 66% pra Naruto…

Por: Fiddler´s Green – AnimeHaus

Review Dragon Ball

Antes de começar a escrever sobre essa obra GIGANTESCA, vamos conhecer um pouco mais do autor.
Akira Toriyama nasceu no dia 5 de Abril de 1955, no Japão, Distrito de Aichi. Descobriu o desenho quando criança com clássicos da Disney e as obras de Osamu Tezuka. Tornou-se desenhista gráfico após graduar-se e, em 1978, foi contratado pela Shueisha, uma poderosa editora japonesa. Pouco depois, publicou o primeiro Mangá de sua vida, Wonder Island. Após isso, fez outros mangás, Highlight Island, seguido por Tomato Girl Detective. Em 1980, Toriyama deu inicio à história de uma garota cibernética, cujo mangá chamava-se Dr. Slump, alcançou cerca de 100 volumes e, mais tarde, acabou sendo o primeiro anime produzido por Toriyama.

Tudo bem, até aí tudo certo… mas e Dragon Ball, cadê?

Após o sucesso de Dr. Slump, Toriyama tinha uma grande editora para lhe dar suporte, mas precisava de idéias, uma nova inspiração. Em busca de uma nova historia, ou apenas diversão, assistia a filmes de kung-fu exaustivamente. Boatos dizem que ele assistiu “Drunken Master”, com Jackie Chan, umas vinte vezes. Influenciado por isso, criou Dragon Boy, uma série que mais parece um “primeiro passo” para a criação do universo Dragon Ball. Mais tarde, passou também a se interessar por cultura chinesa e acabou conhecendo a lenda Saiyuki.

Diz a lenda que um macaquinho (meio macaco, meio humano) chamado Son Goku morava nos céus. Ele tinha poderes mágicos e flutuava sobre uma nuvem chamada Kintoun (Nuvem Dourada, no Brasil). Son Goku, que parecia mais um capetinha, de tão bagunceiro, aprontou com os deuses e esses, para castigá-lo, mandam-no para a Terra. Agora, a única forma de Son Goku voltar ao Mundo Celestial é fazendo boas ações aqui na Terra, e uma delas é ajudar o monge Genjo Sanzou em sua jornada pela iluminação celestial. A história e os personagens da primeira fase de Dragon Ball foram todos baseados nesta lenda. As esferas do dragão foram colocadas no desenho apenas para fazer o novo Goku cumprir uma jornada parecida atrás dos pedidos de Shenron, o dragão “chinês” sagrado. A mistura da lenda Saiyuki com filmes de “kung fu” e mais uma boa dose de humor resulta na primeira parte desse universo chamado Dragon Ball.

Dragon Ball é dos animes mais cultuados do Japão e do mundo. Sucesso absoluto em todos os paises onde foi exibido, o anime é também um dos mais extensos e rentáveis já feitos. São milhares de produtos licenciados com o nome Dragon Ball, que vão desde bonecos, canetas e os mais diversos brinquedos, a jogos dos sistemas mais atuais de videogame, e parece que a franquia nunca perde o fôlego. Quando você pensa, “nossa, Dragon Ball sumiu!”, chega aquele jogo novo e todo mundo volta a comentar a série.

Devido à sua extensão, a série conta com diversas fases, divididas em 3 séries (Dragon Ball, Dragon Ball Z e Dragon Ball GT, este último, não feito por Toriyama) e como não sou de ferro, vou comentar, nesse já extenso “review”, apenas a primeira e mais carismática das 3.

A história de Dragon Ball gira em torno de um punhado de esferas mágicas: as Esferas do Dragão, que dão nome ao anime e ao manga. Goku, um garoto com cauda (lenda Saiyuki? o/ presente), é o herói de nossa história. Ele vive sozinho com uma esfera alaranjada que chama carinhosamente de vovô (Não, a esfera não tem nada a ver com o Wilson do filme Náufrago, hehehe), por ser a única lembrança deixada pelo velhinho. Dizia uma lenda que as Esferas do Dragão eram em numero de 7 e, quando encontradas e postas juntas, tinham o poder de realizar o desejo daquele que as houvesse encontrado para, depois, se perderem novamente pelo mundo. Então, quer dizer que o Wilson, ops, o “vovô” é uma esfera mágica? EXATO. Sem saber absolutamente nada sobre tal lenda, o inocente e jovem Goku, ao conhecer a ainda adolescente Bulma, que possui 2 esferas do dragão (seu desejo é conseguir um noivo! êta povo egoísta), acaba entrando nas mais diversas, empolgantes, engraçadas e frenéticas situações, sempre à procura das outras 4 esferas e do segredo que elas carregam. Com o passar da história, mais pessoas se juntarão à sua turma, e diversos inimigos estarão à espreita para acabar com Goku e conseguir as esferas do dragão.

Uma curiosidade: o Kamehameha, magia conhecida de Goku, foi inventada pela mulher de Toriyama. Ele estava aborrecido dizendo: “O nome do ataque especial do Mestre Kame vai ser alguma coisa com Ha”. Então sua mulher diz “KAMEHAMEHA”. A palavra tinha uma sonoridade muito legal e logo foi incorporada ao personagem. Significado: “Kame” significa tartaruga e “Ha” significa onda, mas a palavra inteira não tem significado algum em japonês. Mas, Kamehameha é um Deus havaiano. Misturando tudo dá até pra entender porque o mestre Kame vive numa ilha paradisíaca, tem uma casca de tartaruga nas costas e sempre usa roupas bem floridas. Outra curiosidade é que a dubladora de Goku (sim, é uma mulher), Masako Nozawa, também dublou seus 2 filhos e chegou a dublar os 3 ao mesmo tempo em uma cena, deixand Toriyama espantado.

A Série Dragon Ball é, sem duvida, a melhor das 3 existentes. Uma curiosidade interessante é que a série GT não existiu no mangá original. Ela foi feita algum tempo depois do término da série Z e após muita pressão dos fãs, que exigiam uma nova série com um final de verdade, e não teve Akira Toriyama como roteirista e desenhista: ele apenas supervisionou a produção e, talvez por isso, a série tenha ficado tão aquém das outras duas, tanto na arte quanto na trama. E, por falar na trama, no anime em questão, este ponto não se trata de nenhuma obra-prima. A trama de Dragon Ball é, na verdade, bem simplista e descomplicada. Não como na fase Z, que é cheia de buracos e reviravoltas dispensáveis que acabam com toda a magia da série original, e nem como a fase GT, pobre e amadora no que deveria ser uma tentativa de reviver a fase aventureira e divertida do anime.

Mas se a trama não é o ponto forte desse anime, o que poderia ser?

A resposta é simples: muitas cenas de combate, com direito a lutas épicas e marcantes, e um extraordinário carisma que brota de cada um dos personagens da série. A mistura de ação é comédia não deixou a série pesada e arrastada, como a série Z . Voltando à parte positiva, temos lutas magníficas, como a cena memorável da incrível luta de Goku contra o Ninja Púrpura, simplesmente hilária e de muito bom gosto. Apesar de não ser espetacular, Akira tinha um estilo diferente dos animes de sua geração, tentando fugir de seus estereótipos (personagens e heróis magros e altos). Os traços de DB mantém a mesma qualidade do início ao fim, o que é difícil numa série de 153 episódios. Outro ponto interessante é o foco nas aventuras, não tratando o herói como o salvador da Terra, dando ênfase à sua jornada de aventuras sem ter vilões a todo momento querendo explodir o planeta a todo custo (salvo a saga do Piccolo Daimaoh).

Mas como nem tudo são rosas, os problemas estão presentes, e quanto maior o anime, mais chances temos de encontrá-los. A extrema simplicidade do roteiro faz com que o herói apenas siga seus objetivos sem precisar tomar nenhuma decisão difícil, pois matar em Dragon Ball não é encarado como um “problema”. Os vilões em Dragon Ball são pouco explorados, com pouca ou nenhuma informação sobre seu passado e o porque de agirem assim. Simplesmente dá a entender que os bandidos são maus por natureza, perdendo muito do drama da história. Laços de amizade e romances que poderiam deixar a série mais envolvente também foram deixados um pouco de lado. É verdade que a série não tinha intuito de ser dramática, mas esses elementos esquecidos poderiam enriquecer muito a obra. Apesar de carismáticos, os personagens são pouco desenvolvidos psicologicamente, não têm passado, problemas ou amarguras. São os típicos “montes de músculos” que gostam de dar porrada.

A série possui um “final” próprio, mas para quem desejar conhecer realmente todo o universo, é necessário assistir às suas continuações Z e GT.

Dragon Ball é uma série de ação fantástica que, não à toa, teve sua fórmula copiada inúmeras vezes mais tarde, com a enxurrada de animes-pancadaria que pipocaram em seguida. É ação e comédia de ótima qualidade. Se você gosta do gênero, estará em casa. Mas se prefere algo mais dramático, com personagens bem desenvolvidos e uma trama mais cabeça, nem perca tempo.

OBS: Algumas informações desta resenha, como datas e particularidades da lenda Saiyuki foram coletadas de “fansites” de Dragon Ball. Créditos à arenadragonball.mundoperdido.com.br, kamisama.com.br e mundo-dbz.com.br. Recomendo visitá-los para maiores informações da série.

Por: Daniel Marques – AnimeHaus